segunda-feira, 11 de maio de 2020
O olhar de quem quarentena
terça-feira, 8 de agosto de 2017
A menina que dorme (e ama)
Pode ser que você já tenha se identificado com esta frase um dia.
Contudo, de todos os seres que dormem, tão únicos quanto seus sonhos ou perambuladas em REM, monte à imaginação o ser/estar angelical de quem amas.
Ela vive. A rotina que desmonta, a rotina que disciplina, a rotina que ensina, que restringe e que liberta. Dia após dia, tramando por si os planos de conquista, de virada, de passagem. Bem tem uns 3 ou 4 dias, que no meio da madrugada, ela se esquivou de um ninja, plantou um limoeiro, viajou a Bangladesh e ainda leu um poema nas ruas de Florença.
Numa outra noite dessas se transformara no pernilongo que lhe incomodava, e na melhor genialidade de “feitiço contra o feiticeiro”, zumbiu por 40 minutos na cabeça do mosquito, e este, de tédio morrera.
Vez ou outra, remonta amizades, revisita amores, reconstrói diálogos, revive momentos. Vez ou outra o que era par ser sonho, é real. De vez em quando, o que era para ser real era sonho.
Ao raiar de umas 3 horas da tarde qualquer, beijara seu amado, abraçara a mãe, cantava com os amigos, encenava com o rei. Beijara uma amiga, brindava com o primo e ensinara o passinho do romano à avó.
Brincava que era uma deputada, soltava uma pipa, dançava com um sorriso que encantava dos mais tolos às mais convictas. Cantava com a tonalidade angelical de quem conviveu com os bardos em alguma realidade alternativa.
O que é vida, o que é sonho, apenas você pode dizer.
No caso da menina que dorme, o que posso lhe confidenciar é que com ela, às vezes, a vida parece um sonho. E que sonhar é viver.
Tanto é que por vezes há indefinição, se ela dorme porque ama, ou se ama porque dorme. De certo, ela ama dormir.
Do início ao fim, do título ao ponto final, madrinha da partícula de inspiração que colore estas linhas de ausência de cor, fica a alcunha que lhe coube - a menina que ama (e dorme).
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
A morte
Nunca a tinha visto antes, mas ao fitar seu semblante soube instantaneamente que era a minha morte, só tive tempo de uma breve oração antes dela começar a falar.
- Pode parar com isso, não vim para te levar agora, vim apenas te falar que hoje eu posso te levar, então é bom começar a arrumar as coisas.
Tentei argumentar, mas antes que as palavras saíssem ela já não estava mais no quarto. Corri feito um louco, tomei o melhor banho da minha vida, pois tinha a certeza que era o último, tomei o café com a mesma certeza, falei com todos que quis, escondendo a mesma certeza, pois achei melhor evitar prantos desnecessários antes da hora.
O dia voou e nem sinal da minha morte, fui dormir com a certeza que seria durante o sono que ira passar dessa pra melhor.
De repente sinto o agora conhecido chacoalhar e ao abrir os olhos vejo novamente minha morte.
- Estou pronto - digo com a mais digna certeza - pode me levar para onde for.
- Levar?
Acho que escuto uma risada, se é que a Morte pode rir.
- Não vou te levar, só vim dizer que posso te levar hoje.
Fico atônito.
- Não foi isso que você me disse ontem?
- Sim e direi isso todos os dias pelo resto da sua vida para que nunca se esqueça que estou a um passo de distância, todas as suas ações devem ser guiadas com a convicção que posso te levar a qualquer momento.
- Devo viver como se não houvesse amanhã?
- Não vim te dizer como deve viver. Vim apenas dizer que estou sempre por perto.
E assim ela desapareceu novamente.
Nos primeiros dias corri para fazer tudo que me desse vontade, sempre sendo acordado nas manhãs pelo meu insólito despertador, mas os dias foram passando e meu único encontro com a ceifadora era no despertar.
Isso foi me dando confiança para tentar coisas de mais longo prazo, buscar a ocupação que queria, o relacionamento que desejava, fazer os exercícios que achava interessante, tudo isso sabendo que podia ser a minha última ação, pensava "se morrer agora, morrerei tendo feito o que quis ".
Teve vezes que tentei barganhar, por motivos mais e menos nobres, as vezes quis negociar alguns minutinhos mais na cama e em outros implorei que ela me desse a garantia que não me levaria pelo menos enquanto os meu filhos fossem pequenos, mas independente da nobreza dos meus pedidos, ela apenas falava que poderia me levar a qualquer momento e desaparecia.
Os anos se passaram e a quantidade de sacolejos necessários para me despertar iam aumentando. Foi então que um dia a minha Morte ao entrar no quarto ponderou se deveria me conceder os tão pleiteados cinco minutos, mas ao ver meu sorriso enquanto dormia, sorriu também e me deu muito mais do que cinco minutos, me deu a eternidade.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Bem-vindo à Arena (Welcome to the Grind)
Quando você fizer essa escolha, quando decidir virar as costas para o que é confortável, seguro, e que alguns chamariam de "senso comum". Bem, esse é o primeiro dia, dai em diante só fica mais difícil.
Você está no seu caminho agora, mas isso não é sobre de quão longe você veio.
Você está em uma luta contra um adversário que não se pode ver, mas pode sentir.
Você pode senti-lo respirando bem atrás de você.
Seus medos, suas dúvidas, suas inseguranças todos eles alinhados como um pelotão antiaéreo pronto para derrubá-lo do céu.
Mas não desanimamos.
A batalha definitiva entre você, sua mente, seu corpo, e o diabo em seu ombro dizendo que “é apenas um jogo”, “isto é apenas um desperdício de tempo”, “Seus oponentes são mais fortes do que você”.
Abafe a voz da incerteza com o som do seu próprio coração, queime a sua insegurança com o fogo aceso dentro de você.
O diabo se esconde nos detalhes, mas a questão permanece .... Isso é tudo que você tem?
Tem certeza?
Você é um leão em um campo de leões, todos caçando a mesma presa ilusória com uma fome desesperada, que diz: "A vitória é a única coisa que pode mantê-lo vivo".
Para você, as leis da física são apenas uma sugestão.
Suor, por outro lado, é para aqueles que sabem que é uma escolha.
Invés disso, ouça a pequena voz que diz: "Você está pronto! Você está preparado! É tudo com você agora!".
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Calor, né?
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Centenário 5/5
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Centenário 4/5
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Centenário 3/5
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Centenário 2/5
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Centenário 1/5
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Enquanto não chove
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Enfim, não torço porque...
O Futebol, assim como determinadas seitas, possui seus santos milagreiros, seus pastores. No futebol eles são chamados de craques, de ídolos, e são capazes de coisas impossíveis como um gol decisivo aos 47 do 2º tempo. Esses feitos são lembrados e relembrados por gerações, e bradados por torcedores que muitas vezes nem viram o feito de seu santo... foi seu pai quem lhe contou.
Hordas de torcedores de clubes diferentes se confrontam em disputas mortais apenas por usar camisetas e tintas diferentes, ignorando o fato de que muitas vezes adoraram os mesmo santos e deuses, (ídolos trocam de times e súditos com certa frequência) assim como jovens católicos e protestantes na irlanda.
O torcedor gasta seu dinheiro, tempo, batimentos cardíacos e saúde no esforço de promover os valores de um clube, milagres de campeonatos que há muito estão no passado, de glórias conquistadas por santos mortos, de milagres que ele mesmo não viu. Promove valores fictícios que estão atrelados à violência, à marginalidade e à incoerência. O mesmo faz o religioso que ostenta seus símbolos, seus valores que encobrem crimes e vergonhas, milagres que nunca viu de santos que muitas das vezes nem existiram.
Adoro futebol. Sou um ótimo zagueiro se querem saber, e tenho o sonho de poder voltar a jogar minha pelada semanal como antigamente. Mas quero que me dê uma bixeira no cú no dia em que eu voltar a torcer por futebol.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
The Fool
to.lo
(ô) adj 1 Pobre de inteligência. 2 Que raciocina ou procede ininteligentemente; simplório, idiota, tonto, ingênuo, parvo, pateta. 3 Que não tem nexo ou significação. 4 Que faz ou diz disparate. 5 Que não tem razão de ser; despropositado. 6Ridículo, desagradável (falando das coisas). 7 Enfatuado, vaidoso. 8 Boquiaberto, espantado, pasmado. sm Indivíduo que não tem juízo; bobo, idiota, simplório, sebastião. Aum: toleirão e tolaz. Pl: tolos (ô). Fem: tola (ô). Antôn (acepções 1 e 2): inteligente.
Não o menosprezemos, tolice é fundamental para o início de qualquer jornada, mesmo que seja para o precipício.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Faca de dois gumes

Em um dia de sol como todo turista adoraria ver na cidade do Rio de Janeiro, estava eu isento de todo esse calor em uma não tão confortável poltrona de ônibus. Porém tinha algo nele que me fazia agradecer qualquer coisa que poderia me incomodar no momento: ar-condicionado.
Um ar refrigerado através da subtração de umidade que tem como a principal característica o egoísmo. Sim, sempre em ambientes selados para que o ar não escape, afinal não daria para resfriar o mundo inteiro. E no ambiente no qual me encontrava, o selo principal era a janela, que além de impedir que eu sinta o calor também me tornava invulnerável ao enfado proporcionado pelos sons gerados por toda grande cidade.
Porém, ao pararmos em um ponto de ônibus vi uma cena que desejei que toda essa proteção se estilhaçasse no chão e me permitisse ouvir o que um artista de rua, um violinista, tocava. Considero-me um apreciador de vários estilos de músicas e instrumentos, e sem dúvidas, o violino é um que me fascina, talvez por não souber tocar. Cada nota executada ainda me parece mágica, como a uma criança aquele coelho saindo da cartola, e por não terem trastes o instrumento, eu não consegui se quer supor que notas eram tocadas e imaginar a melodia.
Era tão estranho assistir às diferentes expressões no rosto do mesmo garoto e a mesma de indiferença das várias pessoas que passavam e não poder ouvir o que saia daquelas quatro cordas. Será que eram músicas famosas? Será que eram tão mal executadas que valiam menos que uns centavos para desencargo de consciência? Ou seria o próximo gênio da música que o grande público jamais conhecerá? Não sei e nem posso dar uma opinião, e o que mais me incomoda é que chegando ao meu ponto de descida, comecei a sentir o calor e ainda não posso julgar a arte do violinista, por que já estou muito longe agora.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Não torço porque... parte 1
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Devaneio Sentimental
"Dizer que amor da minha vida é redundância. Daqui até a eternidade, talvez, muita pretensão. Acreditar que nossos caminhos foram traçados na maternidade é praticamente afirmar que papai noel existe. Paixão desenfreada. Arranjar mil rosas é complicado, roubá-las ainda, inimaginável... e pra qual motivo?! Desculpar minhas mentiras, mancadas?! Não é necessário tanto, isso, como diz o título, é exagero. E aí o ponto... não sou exagerado, nem me jogo aos seus pés. Mas se o sufixo é suficiente, posso afirmar veementemente: sou apaixonado. E meu amor não é inventado. Ele é criado, com bases sólidas e design impecável. Se a distorção de um dos maiores clichês do romance brasileiro pode ser ousada, ao menos me permite resumir a peripécia em poucas palavras, e usando o gancho: Eu, exageradamente, amo você."
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Agradecimento ao Invisível

Já passei por alguns momentos bem difíceis na minha, ainda curta, vida. E nas horas de aperto sempre recorri ao Invisível. Já o chamaram de muitas coisas, Deus, acaso, coincidência, o nome não importa, o que importa é o que acontece.
Pode ser na noite mais escura, aquelas do tipo que o frio e as trevas fazem você esquecer que uma hora o sol nascerá novamente que costumamos pedir ajuda a trupe do Invisível. E invariavelmente eles nos ajudam. Podemos não perceber no momento, mas eles ajudam.
Por isso que gostaria de agradecer a esse (ou esses) amigo(s) Invisíveis que têm sempre me apoiado nos caminhos que sigo.
Gostaria de agradecer por todos os amigos, mulheres, familiares e experiências que eles têm me proporcionado viver e encontrar.
Gostaria de agradecer, como o poeta um dia já fez, ao Invisível por ter me dado uma alma invencível, que mesmo tento passado por dificuldades em algumas batalhas tem a certeza que sairá vitoriosa dessa vida.
Do fundo do meu inexperiente e algumas vezes tolo coração, obrigado.









