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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Campo Belo




Essa história aconteceu lá pras bandas das Gerais
Na Zona da Mata mineira, na fazenda de meus pais
Tinha lá uma cachorrinha tão bunita de se vê
Mas aconteceu que a coitadinha
por ficar muito véinha
acabou-se por morrê.

Nóis menino ficamo triste c'a morte da companhêra
Num tinha mimo de mãe que acabasse c'a choradêra
E nosso amado pai que num guentava tristeza vê
disse ansim pra nóis menino:
" De manhã vamo à cidade, passeá pr'espairecê"

Dispois de um di'inteirinho, já na hora de vortá
Ouvim'um barui'squisito e viramo pra oiá
Bem na beira da estrada tinh'um filhote latino
Parecia que chorava bem ansim com'os menino
Mas não era para menos que lamuriava sua sorte
Na moita bem atrás dele, encolhida num cantinho
Jazia sua mãezinha e mais uns irmãozinho
e todos dormia quietinho abraçados com a morte.

Levamo pra casa então aquele cachorro de sorte
Tratado a leite com pão o pequeno cresceu forte
e ao companheiro bonito que tinh'os pelo amarelo
por sugestão dos menino dem'o nome de Campo Belo

Campo Belo cresceu longe, distante de seus semelhante
o cachorro mais próximo morava muito muito adiante
talvez seja por isso, por não tê quem imitá
que Campo Belo foi então nos bezerro s'ispeiá

Mamava nas vaca de dia, passava as noite no pasto
pra ficar mesmo igual bezerro só lhe faltav'os casco
Campo Belo foi'squecendo como que era latí
e juntamente aos bezerro foi aprendendo a mugí
inda igualzinh'aos bezerro que tinha medo de gente
o cachorro fugia ligêro quando nos via na frente
Inté n'ora de crescer Campo Bel'os imitou
do tamanho d'um garrote nosso cachorro ficou
seu semblante dava medo, nos bixo, na gent'e nos otro
o padre inté ispaiô que nóis vinha criand'um monstro

Inté que aconteceu duns ladrão chegá no arraiá
as fazenda de todos vizinh'eles vier'à robá
mas de ver o Campo Belo com nosso rebanho a pastá
os ladrão fugiro de medo
achando que aquele mostreng'os iri'atacá

a nossa fazenda foi sarva pelo cão-boi monstruoso
mas isso fez o padr'e nossos vizinh'odioso
eles passaro a dizer que nóis fazia bruxaria
e foro atrás do cão-boi
com foice e faca na mão, fazend'uma gritaria

Campo Belo sumiu, ninguém sabe pr'onde foi
correndo daquele povo que caçava o cão-boi
num sei se por medo ou bondade
pra alegria do padre, o cão-boi tinha fugido
Ficamo triste de novo, sentindo uma baita saudade
daquele cachorro monstruoso
que agente tinh'acostumado a chamar de "meu amigo"

Mas eu te asseguro, Campo Belo ind'anda por lá
pois lugar mais seguro que nossa fazenda não há
os ladrão que antes fugiro acabaro por vortá
mas mal negócio foi esse de vortá pra nos robá
numa noite escura e fria, sem lua pra lumiá
nóis ouvim'um som estranho que fez os pelo arrupiá
parecia um cão e um boi e dois homi a gritá

na manhã do dia seguinte os ladrão foro encontrado
dois corpo posto no chão e do avesso virado
tem que ser do Campo Belo o urro estranho que ouví

pois nunca vi um boi que late e cachorro num sabe mugí

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Calor, né?



Meus pais moram em um prédio de 11 andares desde que se mudaram pra lá em 1991. Conta rápida, fazem 23 anos que eles se mudaram pra lá. Assim como meus pais, tem 23 anos que o Sr. Pereira (nome fictício), um oriental vindo do interior do Estado de São Paulo, casado e pai de um casal, mora neste edifício de 11 andares. Sr. Pereira foi um dos primeiros adultos que conheci no prédio, que ainda era pouco habitado no início de 1991. Sempre muito sorridente, era comum encontrar com o Sr. Pereira no elevador ou no saguão do prédio, a levar seu cachorro para fazer necessidades na rua. Infelizmente, apesar de seu belo e cativante sorriso, Sr. Pereira não era detentor de outras habilidades sociais. Toda vez que nos encontrávamos era sempre o mesmo tipo de comentário sobre o tempo: "Que calor, hein! Tá demais esse ano. Assim ninguém aguenta." ou "Nossa, nesse frio fica difícil levar o cachorro na rua. Odeio esse frio." 

Como meus pais e o Sr. Pereira ainda residem por lá, é comum que eu o encontre quando vou visitar meus pais. Hoje o Sr. Pereira sorri menos, com dentes amarelados, os filhos do Sr. Pereira se mudaram do prédio, a mulher do Sr. Pereira se mudou do prédio, o cabelo do Sr. Pereira se mudou de sua cabeça, o elevador do prédio mudou, os porteiros mudaram, a cor do prédio mudou, o cachorro do Sr. Pereira mudou (o primeiro morreu), mas tem uma coisa que não muda nunca: o assunto do Sr. Pereira ao me encontrar no elevador, e seu ódio constante tanto pelo frio quanto pelo calor. 

Ei, Sr. Pereira, vai tomar no meio do seu cú! Nossa, que vontade mórbida eu tenho de segurar a cabeça dele contra a porta corrediça do elevador quando ele começa a falar do tempo. Infelizmente o Sr. Pereira não é o único. 7 a cada 5 pessoas que puxam assunto falando do tempo o fazem reclamando. Bom, deixa eu falar uma coisa pra vocês, Srs. Pereiras: todo ano vai ter verão, vai chover um monte e vai fazer calor pra carelho, vai ter inverno e vai fazer um frio da porra e você vai ter que aguentar isso, querendo ou não, porque não há nada que se possa fazer para evitar as estações do ano. Toquem a vida, sejam felizes, reclamem de algo em que possamos trabalhar pra melhorar. Enquanto isso não acontece, vão se foderem e não me incomodem com esse mimimi sobre o clima. Obrigado

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Coisas que ouvimos na rua

Um homem dentro de um Escort numa ladeira íngreme de Volta Redonda erra duas vezes ao engatar a primeira, tentando colocar seu carro em movimento, e o carro responde à imperícia do motorista com dois gritos arranhados. Bem, o carro finalmente se move, quando um transeunte engraçadinho do outro lado da rua vira e diz, como de costume:
 - Acho que ficou algo alí no chão hein, hahahahahah
E o motorista responde com louvor:
 - Era a calcinha da sua mãe, que saiu logo de primeira!
E com a marcha devidamente engatada voou ladeira acima.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Velho Detetive




 - Eu sei Bárbara, pode ficar tranquila... eu sei, eu sei... passo amanhã em casa para pegar umas roupas limpas... uhum... Não, por favor, entenda,... mas o Prefeito... Não!" [CRANK! tu tu tu tu] 

Peço desculpas ao gancho fortemente comprimido junto à base do telefone do outro lado da linha. Bárbara é a única pessoa que conheço capaz de suportar este tipo de situação, mas ela não admite que as crianças sofram devido à minha profissão. Eu também sinto saudades. Comissário... e mais pareço um prisioneiro. Há quatro dias não consigo deixar este lugar... nem dormir direito. Aposto meu bigode que o Batman dorme durante o dia!

O saguão da delegacia está tão cheio de ricaços que mais parece um evento beneficente. Com a diferença que os aqui presentes não vieram doar seu dinheiro, mas reclamá-lo. 
 - Stevenson! Coloque esse pessoal em fila e organize as denúncias. Coloque as ocorrências na minha mesa quando acabar. Sanchez, se perguntarem, diga que já volto. Eu  PRECISO de um pouco de ar.

Saio sorrateiramente para o terraço. Nem preciso ligar o sinal, pois o Cavaleiro já me espera.
 - Sua esposa também trabalha à noite? - pergunto desleixadamente.
 - Minhas atividades não permitem esse tipo de luxo, Gordon. É bom ver que consegue manter seu bom humor intacto. - responde a voz sombria, como se a própria noite falasse comigo.
 - Pelo menos ainda me resta algo de bom. Alguma novidade?
 - Nada concreto, mas acredito que Selina não esteja sozinha.
 - Concordo. Ela é uma ladra... essa exibição toda não combina com ela. Mas quem?
 - Não sei dizer. Robin está... - Eu paro de ouvir o que ele diz quando a imagem de uma pequena coluna de um tablóide me vem à mente: "Médica doidona vai por os malucos na rua - Nova contratada do Arkham afirma que Coringa pode ser curado." - ... e eu vou para residência do Prefeito agora.
Ele parte antes que eu possa dizer alguma coisa. Desço correndo as escadas e vejo que a confusão no saguão não foi resolvida. Atravesso com dificuldades a multidão de magnatas e pulo dentro da primeira viatura que avisto. Penso em como seria bom poder saltar pelos telhados como meu colega de preto, mas penso na reação de Bárbara se soubesse que me arrisco também desta forma, o que afasta o sentimento de frustração.
Dirijo perigosamente pela estrava curvilínea que liga os subúrbios de Gotham ao Asilo Arkham. Aquele Palhaço maldito deve estar com algum tipo de armação. Que irresponsabilidade do Dr. Sharp em deixar o Coringa nas mãos de alguém novo! Não... talvez não seja irresponsabilidade. Desligo a sirene... decido que Sharp não deve saber que estou chegando. Será que esta doutora nova também está envolvida? Não... uma entrevista ao jornal é bandeira demais pra quem está tramando algo. E Selina... onde ela se encaixa? Chego ao sanatório antes de chegar às conclusões, mas certo de que o diretor está envolvido.
Sinto algo de errado no ar no momento em que desligo o motor do carro. Toco o cabo do revólver num movimento involuntário que ajuda aliviar minha tensão. Não sei como o Batman se vira sem uma destas. Avanço cautelosamente através do portão destrancado e dos jardins até a porta do hall do manicômio. Até aqui tudo limpo. A porta está trancada. Bom! A esperança de estar errado começa a tomar conta de meus pensamentos, mas percebo que na parede à minha direita há uma janela aberta. Curioso... não tinha reparado isso. Chego até ela de mansinho e avisto Donnavan Sharp debruçado em sua mesa, a garrafa de uísque aberta. Entro pela janela e me aproximo da mesa. O arrepio já domina cada ínfimo pelo do meu corpo. A cena é perturbadora: em sua mão direita Sharp segura um diamante de origami idêntico ao surrupiado da mansão do prefeito; a mão esquerda aperta, num espasmo grotesco, diversas notas de cem dólares com um Benjamin Franklin maquiado de palhaço, enquanto seu rosto guarda uma expressão que dali jamais sairá... um sorriso demoníaco de prazer e dor... os olhos vidrados. Noto o copo de vidro grosso quebrado no chão... o carpete corroído, e de repente, o som do motor da viatura, e a gargalhada macabra que entra pela janela. 

 - Que Deus nos acuda...

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Enfim, não torço porque...

Sou ateu.



O Futebol, o torcer por futebol tem muitas semelhanças com religião. Vamos do início: como se escolher uma religião? Se for ainda na infância, somos influenciados a escolher aquela à qual nossos pais pertencem, pois frequentam com determinada assiduidade a cultos, missas ou reuniões. Se a escolha ocorre mais tardiamente, pode ser que a mídia e os grupos de amizades venham a influenciar. O mesmo acontece com o futebol. Se a escolha ocorre na infância, geralmente há a outorga por parte do pai para que seus filhos torçam para o mesmo time que ele. Se a escolha ocorre mais tarde, a mídia mostra os times mais populares, as camisetas mais numerosas na rua, e os grupos de amigos convidam a ver jogos em bares ou estádios.

A prática do torcer tem ares de culto religioso. As pessoas se vestem e se pintam com as cores e o emblema de seus times e ídolos, assim como em cultos a determinados deuses. As danças e músicas entoadas com temas de vitória e glória ocorrem em ambos os ambientes, futebolístico e religioso.

O Futebol, assim como determinadas seitas, possui seus santos milagreiros, seus pastores. No futebol eles são chamados de craques, de ídolos, e são capazes de coisas impossíveis como um gol decisivo aos 47 do 2º tempo. Esses feitos são lembrados e relembrados por gerações, e bradados por torcedores que muitas vezes nem viram o feito de seu santo... foi seu pai quem lhe contou.

Hordas de torcedores de clubes diferentes se confrontam em disputas mortais apenas por usar camisetas e tintas diferentes, ignorando o fato de que muitas vezes adoraram os mesmo santos e deuses, (ídolos trocam de times  e súditos com certa frequência) assim como jovens católicos e protestantes na irlanda.

O torcedor gasta seu dinheiro, tempo, batimentos cardíacos e saúde no esforço de promover os valores de um clube, milagres de campeonatos que há muito estão no passado, de glórias conquistadas por santos mortos, de milagres que ele mesmo não viu. Promove valores fictícios que estão atrelados à violência, à marginalidade e à incoerência. O mesmo faz o religioso que ostenta seus símbolos, seus valores que encobrem crimes e vergonhas, milagres que nunca viu de santos que muitas das vezes nem existiram.

Adoro futebol. Sou um ótimo zagueiro se querem saber, e tenho o sonho de poder voltar a jogar minha pelada semanal como antigamente. Mas quero que me dê uma bixeira no cú no dia em que eu voltar a torcer por futebol.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Não torço porque... parte 1




Recentemente me mudei de cidade pra fazer faculdade, e acabei conhecendo um monte de gente nova. Como sempre acontece, as pessoas que não se conhecem fazem perguntas umas às outras, buscando determinadas afinidades. Estando no Brasil, uma das perguntas mais comuns de se ouvir é "Pra que time você torce?". Há muitos anos eu não torço pra time algum, e me vi respondendo, ante olhares surpresos e preconceituosos: "Eu não torço." As pessoas acham estranho, mas eu tenho boas razões pra não torcer pra time algum:

1 - Eu sou medroso: 
Um vez, quando mais novo, estava andando de bicicleta pelas ruas de Resende, ostentando uma belíssima camiseta da TJB (Torcida Jovem Botafoguense... é eu torcia pelo Botafogo) quando parei num semáforo vermelho. Próximo ao semáforo havia um bar-reduto de flamenguistas, cheio de torcedores a assistir uma partida. Quando me viram, logo correram em minha direção e me cercaram. Eu não tive escolha a não ser esperar ser abordado, já que o tráfico de veículos automotores impedia uma fuga deses perada. Um dos meliantes rubro-negros chegou mais perto de mim e disse: "Tira essa camiseta que a gente vai pôr fogo nela!" Eu  fiquei estarrecido. Mal tinha 11 anos naquela época, e estava sendo brutalmente assediado e obrigado a me livrar da camiseta que eu tanto adorava. Tentei argumentar, mas logo senti os primeiros contatos físicos de punhos junto à minha nuca. Caí da bicicleta e, surpreendentemente uma mão veio à minha ajuda: era um antigo colega de escola que me disse: "Cara, pega a camiseta, enfia na cueca e se manda, que eu seguro o pessoal aqui." Foi o que eu fiz. Depois disso nunca mais usei minha tão adorada camiseta: tinha medo de que não pudesse ser salvo numa outra ocasião. Continuei dizendo ser botagfoguense a quem perguntasse, mas não ostentava mais o escudo do meu amado time, por medo.
Anos depois estava eu, já com 18 anos, em São Paulo, prestando vestibular pela primeira vez. Eu usava um cabelo azul-cor-de-orelhão-da-telemar. Com o tempo a tinta azul ia saindo e o cabelo ficando verde. Era final de 2003 e, se não me engano, o Palmeiras estava sendo rebaixado para a segunda divisão, enquanto o Corinthians comemorava alguma coisa. Estava voltando da prova da FUVEST com duas amigas quando nos deparamos com uma Av. Paulista fechada por torcedores do Corinthians, na altura do Pq. Trianon. De repente ouço: "Ei palmerense viado!","Se fodeu porco filho de uma puta". Fiquei pensando quem seria o louco do palmeirense a sair de casa num dia daqueles com a camiseta. Fiquei olhando para os lados, procurando esse ser idiota, quando ouço: "Vâmo pegá a bicha palmeirense do cabelo verde!". A pressão baixou e a visão enturveceu, num dos maiores momentos FODEU da minha vida. Uma das minhas amigas puxou minha mão e correu em direção à estação de metrô do Trianon. Mal negócio. Era domingo e a estação tava fechada com correntes e tudo mais. Quando olhamos para trás estávamos presos entre uma estação fechada e uma manada de corinthianos, separados apenas por uma leve estrutura de acrílico. Minhas calças começavam a se umedecer, quando, antes do pior, um senhor baixinho (pouco mais de 1,5m) com camiseta listrada de preto e branco entrou correndo, abraçou a gente e só largou depois que não tinha mais nenhum corinthiano à vista. Depois desse episódio eu fiquei paranóico, e pensava duas vezes antes de vestir qualquer tipo de roupa ou usar qualquer tipo de acessório que pudesse remeter a qualquer agremiação futebolística, e parei definitivamente de pintar o cabelo de azul.


eu gostava :(

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dúvida Coerente



Afinal de contas, o que ensina uma Escola de Samba?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dúvida Coerente



Porquê o tomate seco é molhado?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cortina de banheiro


Minha namorada mora na pequena cidade de Resende, num pequeno apartamento, dentro do qual há um pequeno banheiro com um pequeno box onde se pode tomar banho. Na primeira noite que dormi por lá foi também a primeira noite em que tomei banho em sua casa. Quando entrei no banheiro, logo de cara já imaginei que teria problemas: o box dela é cercado por uma daquelas cortininhas plásticas. Digo que imaginei porque eu mesmo só havia usado banheiros com cortinas desse tipo quando era moloque e ia passar férias na casa da minha avó em Barra Mansa. Eu tinha muito ódio da cortina do banherio da minha avó porque, não sei como, ela me seguia pelo box enquanto eu tomava banho e aquele negócio gelado ficava encostando em mim.
Bom, eu aprendi muitas coisas desde que comecei a namorar a Ludmilla, e uma delas é que eu tenho mais manias e preconceitos que um judeu velho e solteirão, e que eu definitivamente tenho que mudar isso. Pensando dessa forma entrei feliz no banheiro, esperando nada mais do que um delicioso banho quente. Tirei minhas roupas, abri o chuveiro, calibrei a temperatura e reparei que o amor de mulher com quem tenho a infinita sorte de namorar havia comprado o sabonete de coco que eu gosto para tomar banho. Estava nú e feliz como uma criança. De olhos fechados, aprecio o doce toque os meus dedos lambuzados de xampú e espuma massageando meu cansado couro cabeludo, pensando que terei minha namorada nua em meus braços logo após o banho, quando de repente tenho a seguinte sensação: 
Imagine que você está na praia num dia ensolarado, curtindo de montão com vários amigos, e uns primos dos quais você gosta, e tem aquela gostosa te chamando pra dar um mergulho com ela. Você faz de bobo, um cuzinho doce de leve. Ela sai na frente e insiste na sua presença junto a ela. Você então se levanta, enche o peito de ar, murcha a barriga, levanta a cabeça, eleva os ombros, e com pose de 007 se aproxima da água. Quando esta bate na altura do seu umbigo, uma alga se enrola na sua perna. Bom, você não sabe que é uma alga. Pode ser qualquer tipo de entidade/ser/demônio do mar, e você então começa a abanar os braços e gritar por socorro, tentando sair correndo/nadando/dando xilique o mais rápido possível. Você perde a gata e a moral com os amigos ao mesmo tempo quando, ao sair da água, vê aquele pedaço inofensivo de alga na sua canela.
Bom, tirando o xilique,os gritinhos, a praia, os primos, os amigos, o mar, a alga, e a gostosa me chamando, foi exatamente aeassim que eu me senti. A merda da cortina do banheiro se enrolou na minha perna, e eu com os olhos cheios de xampú não pude ver o que era. Pulei, me afastei, rodei, e a cortina foi se enrolando mais e mais em mim, até que escorreguei e caí no chão, coberto de espuma e cotina. PUTAQUEOPARIUDERODINHA!! Caí, machuquei as nádegas, broxei e ainda tive que colocar a merda da cortina no lugar de novo, porque a Ludmilla não permitiu que eu a jogasse fora.
Depois disso perguntei pra Ludmilla se a cortina a seguia, e ela disse que não, que eu é que não sabia tomar banho, que era espaçoso. Noutro dia provei a ela que a cortina me segue, independente da minha distância dela, e da temperatura da água. Sou eu que sou azarado desse tanto, ou isso acontece com vocês também?

sexta-feira, 11 de março de 2011

Legislação Incoerente




Se não é mais permitido transportar crianças em automóveis sem as tais cadeirinhas, como faço pra pegar táxi com uma criança? 


Pensando dessa forma, vamos imaginar a seguinte situação: eu sou o feliz proprietário de um veículo automotor (carro) e tenho uma amiga que não é tão feliz assim e anda a pé. Certo dia toda a água da atmosfera resolve se condensar e cair de uma só vez só em forma de toró sobre a cidade onde eu e minha infeliz amiga moramos. Ela tem uma crianças de mais ou menos dois anos de idade. Neste dia de dilúvio estou de carro e passo por minha amiga na rua: ela está encolhida, com a criança no colo, em um microponto de ônibus esperando que a chuva passe para que possa cumprir com suas tarefas em algum outro ponto da cidade.O fato dela estar encolhida não impede que a chuva a molhe e à criança, pois venta muito. Não tenho uma cadeirinha no carro. O que eu devo fazer? A lei permite neste momento, algumas opções:

1 - Buzino, digo oi, dou um "tchauzinho" de dentro do carro, me certifico de que ela me viu e retornou o cumprimento, acelero e vou-me embora com o carro, afinal de contas, sou um respeitador da lei;

2 - Buzino e paro o carro. 
 - Oi Ju, quer carona?
 - Nossa Wolv, adoraria! Me ajuda aqui com a criança?
 - Ok. 
 - Muito obrigado viu, que Deus lhe pague.
 - Oh Ju, me desulpe, mas preciso que você me deixe um valor calção pela carona.
 - Hã?!
 - É. Deixa um cheque comigo, de R$240,00 e a gente pode ir. São R$190,00 pela multa e R$50,00 para pegar um táxi pra casa e pagar o depósito de carros a polícia. Se não formos pegos eu te devolvo o cheque, ok?

3 - Imaginando que alguém poderia lhe oferecer carona, minha amiga, mesmo não tendo carro deveria comprar uma dessas cadeirinhas e, sempre que sair de casa com a criança, trazer consigo além do carrinho e da mala com mamadeiras e fraldas, a cadeirinha, afinal de contas é bom estar preparada, e é bem melhor carregar a cadeirinha do que pagar um cheque calção.

Eu, particularmete, estou pouco me fodendo pra essa lei e dou carona a todos os conhecidos que por acaso estejam passando com suas crianças. E você, caro leitor, o que faz numa situação dessas? 

sábado, 15 de janeiro de 2011

Café



Voltando do centro pra casa certo dia, resolvo parar para tomar um café, antes de continuar minha longa caminhada:

Garçonete - Boa tarde, senhor.
Eu - Me vê por favor um pão de queijo e uma xícara de café.
G - Preto?
E - Hein?!
G - O Café. O senhor quer seu café preto?
E - Mas... mas... por algum acaso você serve aqui café de outra cor? Você ao menos já ouviu falar de café de outra cor que não o preto?
G - Não senhor, mas é que...

Depois que se inicia um diálogo desse tipo é melhor ir embora sem o pedido. A garçonete com certeza vai sacanear o pão de queijo, ou o café, ou os dois. Foi o que fiz. Saí irritado, sem pão de queijo, sem café, mas feliz, por ter finalmente me vingado de todas garçonetes que já me fizeram essa pergunta cretina antes.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Paródia


Lembro-me de quando eu tinha 11 anos. Estava de férias, passando da quarta para a quinta série, mudando da tarde para a manhã. Eu era gordo, e havia repetido de ano uma vez, e por isso era o maior aluno de todo o turno da tarde. Alunos do maternal à quarta série praticavam o hábito saudável de respeitar o meu tamanho, tanto que nunca tive apelidos comuns de gordinhos. Essa situação me garantia boa folga, e eu podia andar com os cadarços do jeito que eu queria, e ninguém ia tentar desamarrá-los ou rir da minha cara. De facto, não era bem porque eu queria, mas a verdade é que apesar de ter boas habilidades manuais, eu não tinha a menor intimidade com o maldito cadarço, e meus laços se desfaziam sozinhos a todo o momento. Foi assim que eu entrei na quinta série: seguro, metido e sem medo de nada.
Logo no primeiro dia de aula um menino mais velho (que depois, não me lembro muito bem como, veio a ser meu amigo) roubou meus tênis. Foi fácil até... os laços nem mesmo se pareciam com laços, e o tênis saiu do meu pé como essa fosse a verdadeira função dele. Fui atrás do menino pra bater nele, e acabei levando surra daquelas. Chorando, sujo, triste e sem tênis, cheguei em casa. Fui correndo pro quarto, para que ninguém me visse daquele jeito e passei o restante do dia remoendo o acontecido. 
No dia seguinte fui pra escola de novo. O menino tentou novamente roubar o meu tênis, mas dessa vez sem sucesso. Me acabei de rir da cara dele, e como consequência imediata, apanhei novamente. Mas posso considerar essa surra uma comemoração. A cada pontapé me dava mais vontade de rir. Chegaram mais meninos mais velhos, e cada um deles se esforçou para tirar os tênis dos meus pés sem, no entanto, nada conseguir. A Diretora do colégio veio, separou todo mundo, e fez o procedimento padrão para esse tipo de situação num colégio. 
Nesse dia voltei pra casa sorrindo, sujo e calçado, e admirando minha solução, pensei: "Laço é coisa de boiola; baum mermo são esses nós cegos!"

O fato relatado é verídico. Eu usei nós cegos no tênis até os 18 anos, quando aprendi, mais ou menos, a fazer uns laços decentes.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O Blues da Mocinha

A postagem anterior do Igor me fez lembrar de um trabalho meu da faculdade: uma prima obra do bom gosto. Apreciem com moderação:

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Por que?



Existe leite de soja, e leite de côco. Então por quê, se existe queijo de soja (tofú), não existe queijo de côco?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Porque eu não votaria na Marina Silva, mas agora votarei


A princípio fiquei amedrontado em votar na candidata Marina Silva. Ela de fato se esforçou em fazer um bom trabalho enquanto Ministra do Meio Ambiente, mas ela possui uma característica que me incomodava: é protestante. Veja bem, não tenho problema nenhum com religião, até porque eu não tenho religião e, sendo assim não há como eu ter problemas com isso. No entanto, a própria Marina se disse crente da linha de pensamento Criacionista, que diz que Deus criou todas as formas de vida na Terra, e que as mesmas não evoluíram desde sua criação. Isso me pareceu muito contraditório no discurso de uma pessoa que diz ter sua vida modificada pela educação. 
No entanto, no decorrer de sua campanha, fui acompanhando os debates e entrevistas dados por ela, e ao longo desse tempo ela conseguiu me convencer e principalmente, me provar que suas crenças não atrapalhariam um seu possível governo. Então Marina, meu voto é seu!
Obs: sem contar que não encontrei até agora nenhum folheto de candidatos do PV jogado pelas ruas da cidade.

Denúncia

O pneu da minha bicicleta furou hoje, e tive que ir e voltar de ônibus do cursinho. Na volta tive uma surpresa muitíssimo desagradável. Do ponto de ônibus até minha casa são apenas dois quarteirões, e apenas nesse pequeno trecho pude encontrar, jogados pelo chão, mais de 50 panfletos de propaganda política. Fotografei um de cada candidato/coligação dos que estavam jogados:








Não iria votar mesmo na maioria deles, mas agora fiquei sem saber para quem dar meu segundo voto para Senador. O Sr, Picciani, que aparece com toda a família na 6ª foto, acabou de perdê-lo esta tarde. Desculpem-me se sou muito radical, mas não vejo a menor condição em  votar em pessoas, que antes mesmo de serem eleitas, e com o objetivo de serem eleitas, chegam e FODEM com a limpeza da minha rua. Queria saber onde cada um desses malditos mal-educados mora, e jogar tudo de volta por lá.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

sábado, 4 de setembro de 2010

Porque eu não votaria na Dilma.



Essa é bem simples: Independente dos escândalos que aconteceram no governo Lula, independente do fato de ter sido um militante do PT o principal envolvido na fraude contra a filha do José Serra, e de quaisquer outras coisas ruins que se possa dizer da Dilma ou do atual governo, eu tenho um e apenas um motivo que me impede de votar na Dilma. E esse motivo é tão mais importante, que eu acredito que os demais poderiam vir a ser até mesmo ignorados.
"É o Lula apoiando Dilma, é a Dilma apoiando Collor."

Não posso de forma alguma aceitar, de qualquer pessoa que seja, uma única mensão positiva relacionada ao nome Fernando Afonso Collor de Melo. E dessa forma, não posso votar numa pessoa que dê créditos ao Collor como Governador de algo mais que o próprio nariz.

sábado, 17 de julho de 2010

Guia do Vestibulando - parte 03 (Final)




O que você deve fazer nas primeiras semanas na Universidade

1)EXPLORE SUA UNIVERSIDADE. Pegue um ou dois amigos e dê voltas e mais voltas pela Universidade. Certamente você irá se surpreender com a quantidade de coisas interessantes que irá encontrar nesses passeios. Primeiro, procure por secretarias, bibliotecas, institutos que te interessem, e demais divisões administrativas da faculdade. Em certos momentos, saber onde ficam estes lugares e chegar lá com rapidez pode salvar o seu semestre. Depois passeie, procure por pequenos bosques e banquinhos escondidos, ótimos para dar “amassos”. Muitas universidades têm árvores frutíferas, fontes d’água, zoológicos, hortos, que não farão falta na sua vida acadêmica, mas que podem vir ser locais de lazer interessantes.

2)CONSIGA UMA LISTA TELEFÔNICA. Não quero discutir aqui os meios pelos quais você irá conseguir fazer isso. Apenas dê um jeito qualquer de conseguir uma lista telefônica pra você. Lembre-se, é uma cidade nova, você nunca trocou nem mesmo a resistência do seu chuveiro, e não faz a mais puta ideia de como funciona uma fechadura. A lista telefônica é a sua amiga de todas as horas! Quebrou um cano? Pergunte à lista. Queimou o chuveiro? O carro pifou? O rodízio de churrasco da noite anterior não quis descer pelo cano da privada e já se misturou com o café da manhã por todo o chão do seu banheiro? Sua mãe vem te visitar com seus padrinhos e o namorado da sua irmã, e você não conhece nenhum lugar pra comer além do seu vizinho que vende marmitas? Pergunte à lista. É claro que o “Oráculo” também conhecido como Google pode te ajudar bastante, mas no geral, as listas telefônicas têm distribuição regional, ou por bairros, o que vai facilitar muito a sua busca. Repare também que nas primeiras páginas da lista telefônica há uma série de telefones úteis. Ali você encontrará de tudo: informações sobre linhas de ônibus, telefones de emergência, prefeitura, rodoviária, polícia, etc etc etc. Uma boa ideia é colocar alguns deles na agenda do seu celular.

3)COMPRE UM MAPA DA CIDADE. Não sou burro! Eu sei que na lista telefônica de toda cidade tem um mapa detalhado. Mas vá em frente e saia por aí caçando o lugar onde você quer chegar com aquela “listinha” em baixo do braço. Um mapa da sua cidade, que cabe no seu bolso (pelo tamanho e pelo dinheiro), não vai te custar mais do que R$15,00. Se você é o feliz proprietário de um veículo automotor por combustão interna também pode comprar os mapas que têm as mãos de cada rua da cidade, mas ele são ligeiramente mais caros. Qualquer banca de jornal feita de lata e cuspe tem um desses mais simples à venda. Outra opção interessante, também fornecida pelo nosso querido Oráculo, é o Google Maps. A única dificuldade é que você vai precisar de uma impressora toda vez que for querer imprimir o mapa do motel mais próximo.

4)DESCUBRA ONDE FICAM OS HOSPITAIS E POSTOS DE SAÚDE MAIS PRÓXIMOS. Não estou falando que é pra você somente descobrir onde fica porque um amigo seu falou que uma vez a vizinha dele falou que foi num posto de saúde que não fica muito longe de onde você está. Descubra onde é, verifique as linhas de ônibus disponíveis, e efetivamente vá até lá. Se acontecer alguma coisa com você ou a um amigo, neste momento de stress você já saberá exatamente o que fazer, e acredite, esses momentos irão acontecer, e de madrugada, na véspera de uma prova de terceira chamada. Além disso, indo ao hospital/posto de saúde, você pode se atualizar sobre as especialidades médicas oferecidas no local e, no caso de você ter de repente um ataque de unhas inflamadas, não irá precisar ficar andando à procura de um dermatologista. Caso você tenha plano de saúde, procure também a sede do seu plano na cidade onde está morando. Eles geralmente têm um livrinho com todos os médicos que aceitam o seu plano, seus telefones e locais de atendimento.

5)VÁ ATÉ A RODOVIÁRIA ANTES DE VIAJAR PELA PRIMEIRA VEZ. Seus pais vieram, te deixaram no lugar onde você está morando, com todas as tranqueiras às quais você tem direito, todos choraram muito e você, extasiado de alegria, se despediu deles e foi curtir a vida de universitário, certo? Bem, agora é a sua vez de ir visitar sua família no primeiro feriadão do ano. Acontece que você não sabe onde é a rodoviária, nunca pegou ônibus pra ir até lá, não sabe nem mesmo qual é a empresa que faz a linha até a sua cidade e muito menos o preço da passagem. Primeiro, pegue a lista telefônica, ligue pra rodoviária e descubra as coisas que você ainda não sabe. Mas antes do dia da sua viagem, vá até a rodoviária. Perda de tempo? Não meu amigo. Indo até a rodoviária num dia qualquer te dará uma bela perspectiva do tempo gasto no trajeto da sua casa até o terminal, uma informação que você só consegue indo até lá e voltando. Dessa forma você poderá se programar muito melhor para suas viagens. Aproveitando esta ida na rodoviária, verifique junto à empresa que faz a linha até a sua cidade sobre passagens para estudantes. A maioria das empresas oferece descontos de até 50% para estudantes em viagens dentro do estado, desde que você comprove sua residência e a de sua família em cidades diferentes. Além disso, em alguns lugares há o serviço de “Disk Passagens”. Você liga e os caras ou reservam a passagem pra você, ou a entregam na sua casa. Gostou né folgado(a)?

6)PROCURE A SECRETARIA ACADÊMICA DE SEU CURSO. E faça amizade com as pessoas que ali trabalham. É na secretaria acadêmica que você irá resolver a maior parte de seus problemas na faculdade, e ser amigo/conhecido/simpático ou não com as pessoas que trabalham na secretaria fazem uma Senhora diferença. De quebra, procure também o Diretório, ou Centro Acadêmico, e a Atlética. Esses dois órgãos cuidam dos eventos culturais e esportivos da sua faculdade. Muitas vezes os DAs e CAs possuem TV por assinatura, assinatura de revistas e jornais especializados na sua área, livros usados para que você pegue emprestado, dentre outras coisas úteis. Mas principalmente, é nos DAs, CAs e Atléticas que as pessoas costumam se encontrar, para jogar, estudar, trocar ideias ou fazer qualquer tipo de bobagem. São também bons lugares para se conseguir informações sobre a universidade e a nova cidade onde você reside.

7)NÃO FUJA DO TROTE. Este é o dia mais importante para criação de novas relações interpessoais em sua jornada universitária. Você está na merda, junto com várias outras pessoas na merda, pintados e pedindo dinheiro para desconhecidos, e fazendo as coisas mais ridículas que você poderia imaginar. Olhe que coisa boa, vocês já têm algo em comum! Que belo dia para fazer amigos, não?
Tenha sempre em mente que a função do trote, em qualquer lugar, é criar esse ambiente engraçado e unir pessoas que nunca se viram em atividades de grupo para quebrar o gelo, facilitar os relacionamentos e claro, para recolher dinheiro pra chopada. Ninguém é obrigado a fazer nada que não queira. Caso ocorra algum abuso, por parte de quem quer que seja, denuncie.
Mas também não seja um chato! Prepare-se para curtir um dos dias mais importantes da sua vida sem preocupações extras. Vá com uma roupa velha, que não tenha perigo de manchar ou rasgar, pegue o seu tênis mais velho também, um que do qual você não sentirá falta. Guache mancha a roupa, mas não vai te dar alergias mortais. Água de peixe e ovos... são só água de peixe e ovos, ora! Andar de elefantinho não vai deixar você descadeirado o resto do mês, você não tem nem 20 anos! Comer um dia com as mãos não vai transformar você num animal selvagem e certamente não vai te matar também. Brinque! Curta! Dê risadas e faça amigos!

8)SEJA AUTODIDATA. Não é bem uma sugestão que eu te dou, é uma obrigatoriedade sua. A forma como você irá estudar na faculdade é muito diferente da que você está acostumado, se é que você alguma vez estudou na vida. No primeiro dia de aula os professores costumam disponibilizar os livros e demais obras que eles usarão no decorrer do curso naquele semestre. Eles não vão ficar te dando tarefas de casa ou trabalhinhos em grupo. A parada agora é séria. Anote tudo e procure um veterano. Ele já passou pelas mesmas matérias que você, e saberá indicar, dentre as obras que o professor passou em sala, as que são mais importantes. Feito isso vá à biblioteca e depois estude muito em casa, pois só o conteúdo das aulas não é suficiente para compreender tudo.

9)SUGUE SEUS PROFESSORES. Não é pra ficar puxando o saco do cara, mas aproveite que ele está por ali e faça perguntas. Ele não vai ficar chateado em te ensinar, o que afinal de contas é a função dele. Se a matéria te interessou, é um assunto que você gosta, ou é a área em que pretende trabalhar, descubra onde é a sala desse professor e vá atrás dele. Nas universidades públicas a maioria dos professores tem salas onde passam o restante do dia, enquanto não estão dando aulas. Bata na sala dele, demonstre seu interesse, tire suas dúvidas. Além de entender melhor da matéria, ao mostrar interesse pela área dele, você mexe com o ego do professor, que em resposta pode vir a ser gentil e até mesmo te descolar facilidades como estágios e bolsas de pesquisa.

10)PESQUISE SOBRE BOLSAS. Existem muitos tipos de bolsas que podem vir a te ajudar em sua jornada acadêmica. Algumas dependem de suas particularidades sócio-econômicas, como bolsa alimentação, bolsa transporte e bolsa auxílio emprego. Você apresenta uma tonelada de papéis na Secretaria Acadêmica, prova que tem dificuldades em se sustentar em uma cidade diferente e eles te ajudam de alguma forma.
Outros tipos de bolsa dependem do seu interesse e de seu desempenho na faculdade. São as bolsas de pesquisa, também conhecidas como iniciação científica. Nesse caso você tem que correr atrás de algum professor que trabalhe com pesquisa na sua área, e ver se ele está precisando de alunos para orientar. Na verdade, o que você irá efetivamente fazer, é ajudar o professor num mestrado ou doutorado que ele está fazendo. Ele irá te orientar, e ao final do período estipulado pela bolsa você deverá apresentar os resultados da sua parte da pesquisa, com dados, texto e tudo mais, como se você fosse mesmo um cientista de verdade. Além de te dar uma força na grana, esse tipo de atividade entra também para o seu currículo.
Você também pode procurar por estágios. Em geral os estágios não têm o cunho científico das bolsas pesquisa, sendo focados em atividades voltadas para o mercado. Tudo depende do seu interesse. Os estágios também podem te dar uma forcinha no bolso.

Acho que é isso crianças!! Espero que as dicas sejam úteis a todos. Ainda tem muito sobre o que eu não falei aqui, mas vai ser mais engraçado (acreditem!) se vocês descobrirem sozinhos. Um grande abraço e boa sorte!

terça-feira, 6 de julho de 2010

Se eu fosse o ténico da Seleção...



...essa seria minha escalação.